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sábado, 20 de fevereiro de 2016

As melhores boas vindas ao Laos


Na passagem da fronteira da Tailândia para o Laos conhecemos a Jasmin e o Heiko, ambos alemães e a Nina vinda da Bélgica. No meio das conversas descobrimos que iam ficar na mesma vila que nós, em Huay Xai e iam também eles apanhar o slow boat no dia seguinte. 

Huay Xai, sendo uma vila de passagem para apanhar o barco para Luang Prabang, pouco tem para oferecer aos turistas (pensávamos nós) para além de uma pequena rua com algumas esplanadas é um pequeno templo no topo de um monte. 

Combinámos os cinco dar um passeio pela vila, encontrar um sítio para se beber algo e observar os locais no seu dia-à-dia. Enquanto estávamos a passear numa zona mais afastada da rua principal, deparámos-nos com um quintal em festa, uma grande tenda com muitas mesas cheias de comida e bebida, pessoal laosiano a cantar, um DJ a pôr música e um grande cartaz a dizer "UNITEL 2016 New Year Party" (sim em Fevereiro, ano novo budista). De repente ouvimos as pessoas da festa a gritarem para nós e a chamarem-nós para nos juntarmos à festa. Ficámos uma pouco reticentes ao início mas decidimos juntar-nos. Afinal, porque não? Também não tínhamos mais nada para fazer. 

E ainda bem que nos juntámos! Foi sem dúvida a melhor experiência da viagem até agora. Entrámos no quintal e a primeira pergunta em inglês foi se éramos húngaros. Viemos a descobrir mais tarde que o senhor que nos tinha convidado, o senhor Khammone, tinha vivido na Hungria durante uns tempos e estava com expectativa que fossemos húngaros. Dissemos as nossas nacionalidades e mesmo assim o senhor fez o sinal para nos sentarmos à mesa. Num ápice, já tínhamos copos com cerveja e gelo (por cá a cerveja bebe-se com gelo) na mão e comida à frente. Comida laosiana e vietnamita ia chegando aos poucos, um prato de cada vez. Os copos de cerveja iam-se enchendo um a seguir ao outro sem darmos por isso e o "the boss", segundo os outros funcionários, só nos dizia "nhock nhock" e fazia sinal para beber até ao fim.


O senhor Khammone achou imensa piada ao facto de no nosso grupo sermos todos de países diferentes e para além do mais com destinos diferentes. Esta pequena coincidência deu panos para mangas e conversa pela noite dentro.

Estivemos a conversar todos sobre tudo e mais alguma coisa. De onde éramos, qual era o plano de viagem, aprendemos coisas sobre Laos e contamos coisas sobre os nossos países, aprendemos palavras em laosiano, e ensinamos em português, alemão e francês. Nem demos pelo tempo passar mas sei que estivemos horas seguidas em óptima companhia! 


Passadas algumas horas as pessoas começaram a ir embora e, com muita pena nossa, tinha chegado a nossa vez. O sr. Khammone ainda nos quis dar boleia mas decidimos ir a pé para vermos mais alguma coisa da aldeia.


Estávamos a caminhar em direcção à guesthouse quando nos deparámos com um bar à beira da estrada com apenas locais e um rapaz a tocar guitarra. Obviamente entrámos! Vimos os rapazes sentados fazerem-nós o sinal de boas vindas e a dizer "sabaidee" o que significa "Hello" e perguntámos logo se podíamos juntar as mesas para ficarmos juntos a apreciar a música ao vivo do cantor que por sinal era tailandês. Ao dizermos de onde éramos a resposta deles foi logo "Cristano Ronaldo!". Juntámos as mesas e mesmo sem nenhum deles saber falar inglês, estivemos a conversar com a ajuda do google translator, a cantar juntos e a tirar imensas selfies.




Voltámos para a guesthouse muito felizes e recordamos sempre esse dia  com um grande sorriso! Foram sem dúvida as melhores boas vindas que o Laos nos podia dar! 

Koptchai lai lai Laos! 
(Muito obrigado Laos!)




quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Sabaidee (olá) Laos!


Passar a fronteira por terra no Laos foi tarefa muito fácil. Apanhámos um autocarro em Chiang Rai por 220 baths por pessoa (1€=36,60 bath) que nos levou até Huay Xai (Laos), aldeia perto da fronteira.

No autocarro vinham meia dúzia de pessoas pelo que a passagem pela imigração foi rápida. O autocarro levou-nos primeiro até à fronteira em Chiang Khong (ainda do lado da Tailândia) onde passamos pela imigração tailandesa para formalizarmos a saída do país.


Regressámos ao autocarro e atravessámos o rio (que serve de fronteira) entrando assim no Laos. Parámos no posto fronteiriço onde pedimos os vistos que custaram 35$ cada, pagando adicionalmente mais 1$ de taxa de fim de semana. Recebemos os vistos passado uns 10 min após o qual passamos pela imigração. E tcharãããã!!! Já estávamos no Laos!!


O autocarro ainda nos levou até a vila Huay Xai onde passámos a noite para no dia seguinte apanharmos o slow boat rumo a Luang Prabang. 

O slow boat custa 220.000 kip por pessoa (1€=9.050 kip) e demora 2 dias a chegar a Luang Prabang com uma paragem em Pak Beng onde passámos a noite. O porto em Huay Xai fica a cerca de 2 km do centro da vila e pelo caminho é possível comprar alguns snacks para a viagem.


O barco sai de Huay Xai por volta das 11h, mas tanto aqui como em todo Laos as horas são apenas indicativas, na prática sai quando eles quiserem e demora cerca de 6 horas a chegar a Pak Beng.


Chegando a Pak Beng existem várias ofertas de guesthouse não sendo necessário reservar com antecedência e quando digo várias são mesmo muitas ao contrário do que o booking indica. Nos marcámos pelo booking pensando que só havia 3 guesthouses em Pak Beng mas chegando lá vimos que foi um mau negócio. Foi a estadia mais cara que tivemos até agora e havia boa oferta a preços bem mais em conta. Erro de principiante. Dia seguinte continuamos o nosso passeio para mais 8 horas até Luang Prabang.

A viagem de barco foi maravilhosa mas muito cansativas, afinal de contas são 8h... O barco é grande e leva cerca de 70 pessoas, tem WC e um bar com bebidas e snacks. Os restantes passageiros são boa onda, as paisagens são maravilhosas, conseguimos observar nas margens os locais no seu dia a dia e ainda elefantes a passear. 







Uma dica que queremos deixar para quem estiver a pensar fazer o mesmo. Se estiveres com tempo, aconselhamos ir de slow boat até Pak Beng e aí apanhar um autocarro para o norte do Laos e só depois seguir para Luang Prabang. Nós não conseguimos fazer isso porque já tínhamos a guesthouse marcada em Luang Prabang mas dizem que o norte do Laos é maravilhosos!  

Apesar do cansaço, estes dois dias de barco foram sem dúvida uma experiência inesquecível!